Política

Justiça analisa novas regras da Ficha Limpa em candidaturas para as Eleições 2026

·há 1h
Justiça analisa novas regras da Ficha Limpa em candidaturas para as Eleições 2026
Justiça analisa novas regras da Ficha Limpa em candidaturas para as Eleições 2026

As impugnações contra as candidaturas de políticos como Eduardo Cunha (Republicanos), que concorre a deputado federal por Minas Gerais, José Roberto Arruda (PSD) e Anthony Garotinho (Republicanos) colocaram as recentes mudanças na Lei da Ficha Limpa no centro do debate jurídico e eleitoral deste ano. A disputa gira em torno da Lei Complementar nº 219, sancionada em 2025, que alterou os prazos e marcos de inelegibilidade para candidatos com condenações ou mandatos cassados.

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a validade dessas alterações, com o julgamento previsto para ser retomado em plenário virtual entre os dias 11 e 18 de setembro. Até o momento, os votos dos ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux indicam a derrubada de trechos da reforma, o que poderia extinguir o atual teto de 12 anos de inelegibilidade e restabelecer critérios mais rígidos de contagem de tempo após o cumprimento das penas.

Enquanto a Corte não finaliza a votação, a lei de 2025 permanece vigente e deve ser aplicada pelos tribunais eleitorais. Especialistas apontam que a grande controvérsia reside na definição de quais condenações podem ser unificadas e a partir de qual momento o prazo de impedimento começa a ser contado, especialmente em casos de improbidade administrativa e fatos conexos.

No caso específico de Minas Gerais, a situação de Eduardo Cunha é monitorada de perto, pois envolve a aplicação da nova regra sobre sua cassação ocorrida em 2016. A decisão final do STF poderá ter efeito imediato nos registros de candidatura que ainda aguardam julgamento, impactando diretamente a composição das chapas e as opções do eleitorado mineiro nas urnas.

Com informações de G1 Minas Gerais.